Entrevista

Entrevista de Masashi Kishimoto a revista Jump Alpha revela seus planos para a série de Boruto e dentre outras curiosidades, confira!


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Masashi Kishimoto está começando uma nova faze em sua vida após o termino de sua obra, Naruto, e agora terá um trabalho dedicado a série de TV do Boruto. E para sabermos mais do que nos espera, estamos trazendo uma entrevista feita com ele e sobre o comando de Alexis Kirsch da revista japonesa JUMP ALPHA que traz seus planos para seu vindouro projeto e outras curiosidades. Confira os detalhes em nosso especial focado em entrevistas logo abaixo!

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  • Entrevista com Kishimoto a revista Jump Alpha!

A entrevista a seguir foi traduzida do japonês para o português pelo pessoal da Boruto Project (antiga Naruto Project), créditos a ele pelo grande trabalho! Atenção, leia-se onde está “JS” para perguntas da Shonen Jump, e onde está “K” para as respostas de Kishimoto. E vamos a entrevista!

SJ – Como sua vida tem sido desde a conclusão de Naruto? Você conseguiu ir em sua lua-de-mel?

K: Sim, tenho ido com calma. Eu consegui ir em uma viagem de lua de mel, mas foi no Japão. Nós fomos ver o Monte Fuji. Eu realmente não o tinha visto antes. Além disso, tivemos outro bebê, então isso me manteve ocupado.

SJ – Como criador original, qual é a sensação de ler Boruto mensalmente?

K: Estou separado dele mas olho cada capítulo enquanto ainda está sendo feito, então eu ainda sou parte da equipe. Porque ainda estou envolvido, eu realmente não posso olhar para ele do ponto de vista de um fã, especialmente porque a história atual ainda é adaptada do roteiro do filme que eu criei.

SJ –  Você pode falar sobre as diferenças entre Naruto e Boruto como personagens?

K: Naruto se move sem pensar e ele meio que não é refinado. Ele é como um malandro clássico. Quanto ao Boruto, bem, eu não diria que ele é preguiçoso – ele é mais refinado do que isso. É mais que ele conhece todos os atalhos. Ele é esperto. Ele é mais maduro em saber como o mundo funciona. E Boruto é o mais sarcástico dos dois. Naruto é mais direto – ele grita o que está sentindo. Essa é uma grande diferença.
 
SJ – Às vezes, quando uma série de mangá apresenta os filhos dos personagens principais, eles acabam sendo clones dos originais. Isso era algo que o preocupava?

K: Sim, era. Parte disso é que se os personagens não são semelhantes, se eles não são um pouco como se fossem clones, pode ser difícil de expressar quem eles são. E eu tenho alguns que podemos até chamar de clones. Shikadai é muito parecido com seu pai. E alguns dos novos personagens são uma combinação dos seus pais, como a Chouchou. Com mangás, às vezes você vai ter personagens arquetípicos como esses.

SJ – O que podemos esperar no anime vindouro de Boruto?

K: À medida que avançava, a história de Naruto ficava cada vez mais introspectiva e mais sombria. Então, para Boruto, eu quero que seja algo um pouco mais feliz e divertido. Algo que os meninos e meninas mais jovens também vão poder desfrutar.

SJ – Mas o começo do Volume 1 mostra um desenvolvimento futuro realmente sombrio.

K: Isso é verdade. Eu queria que o início do mangá fosse feliz, mas eu também queria mostrar que há uma reviravolta sombria que vem por aí para prender a atenção do leitor.

SJ – O que o deixa entusiasmado em criar uma nova série como Boruto?

K: Há muitos personagens que ainda não apareceram em Boruto, então estou animado sobre o drama que os envolve.

SJ – Quais são as preocupações ao iniciar uma nova série de mangá depois de concluir uma que foi um grande sucesso?

K: Para Boruto, por causa de tudo o que já foi feito com Naruto, você não pode deixar de ter algumas coisas que serão repetidas. Então eu me preocupo com a história sendo muito similar. E com Naruto e Sasuke tornando-se tão fortes e as batalhas ficando cada vez numa escala maior; agora você tem seus filhos lutando, então a escala vai parecer menor. Eu não quero que pareça que falta alguma coisa, então o foco deve ser expressar as coisas de forma diferente ou pensar em novas ideias. Essas questões me preocupam.

SJ – E quanto a uma série totalmente nova?

K: Em relação a uma série totalmente nova, eu não me preocupo em ter que superar Naruto. Eu nunca esperei que Naruto se tornasse tão popular, então acho que não há razão para eu me preocupar com isso. No entanto, para a minha próxima série, eu vou ter o modo de faze-lo e a experiência que ganhei fazendo Naruto.

E eu realmente não me considero uma ótima pessoa por ter criado Naruto ou algo assim, então não há pressão para o próximo trabalho. Eu não posso esquecer de Naruto, mas me preocupando com isso não vou conseguir nada. Eu só preciso me concentrar no que quer que eu vá trabalhar em seguida.

SJ – Um dos mangás mais populares no escritório da VIZ é “Sasuke Uchiha’s Sharingan Legend”. O que você acha das incríveis piadas que o Senhor Taira cria?

K: Pois é, as piadas dele às vezes parecem um pouco maduros demais para as crianças. [risos] Eu pensei que ele poderia ter ido um pouco longe demais com aquele lance do Hidan, mas eu aprecio como ele tem ideias que eu nunca teria.

SJ – Ler essa série faz você sentir que o Senhor Taira realmente ama Naruto.

K: Sim, ele é um ex-membro da minha equipe e ele realmente gosta do que está fazendo. Além disso, eu disse que ele poderia fazer o que quiser, então espero que ele fique ainda mais louco. No entanto, seria bom se ele pudesse manter um pouco mais amigável para as crianças. [risos] Às vezes fico surpreso como ele consegue se safar com algumas dessas cenas. [risos]

SJ – Naruto e Hinata se casando foi algo que você decidiu antecipadamente ou você considerou Naruto ficando com a Sakura no fim?

K: Quando eu introduzi a Sakura, eu só a considerava como um outro personagem qualquer. Eu não fiz isso para trazê-la como uma personagem feminina especial. Ela estava no mesmo nível que personagens como Kiba ou Shikamaru, então não havia nada definido em minha mente em absoluto sobre Sakura e Naruto sendo um casal. Obviamente, eles seriam amigos e companheiros de equipe. Para a Hinata, eu decidi antecipadamente que eles acabariam juntos. Então eu pensei que seria mais interessante se a Sakura estivesse no meio, criando um triângulo amoroso bem bagunçado.

Mas, para ser honesto, não houve muito espaço e tempo para incluir essas coisas. Naruto é um mangá de lutas, não uma história de romance. Você tem que decidir no que focar, o que você acha que os leitores querem ver. Então eu nunca pensei em torná-los um casal, mas joguei algumas migalhas para fazer os leitores pensarem que sim. Tudo era centrado em Naruto e Hinata se casando desde o começo.

SJ – Você veio ao centro da cidade de Nova Iorque há alguns anos atrás e conseguiu conhecer e ver milhares dos seus fãs. Como a experiência afetou você?

K: Eu nunca tinha ido ao exterior e experimentado esse tipo de recepção, por isso foi muito especial para mim. Eu ouvi de tantos fãs sobre o porquê deles amarem Naruto, e a razão era porque Naruto não é perfeito – ele tem obstáculos que precisa superar e ele sempre continua tentando. Eu percebi como as pessoas no Japão e no exterior pensam sobre as coisas da mesma maneira.

Isso realmente me tranquiliza quando penso no meu próximo trabalho. De onde você é não faz nenhuma diferença – nós todos sentimos coisas da mesma maneira. Podemos usar palavras diferentes e ter costumes diferentes, mas essencialmente somos todos iguais. Então não tenho que me preocupar sobre como diferentes audiências vão reagir ao meu trabalho.

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Fontes: Boruto Project, Jump Festa.

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